Reconhecimento: Socol de Venda Nova do Imigrante recebe Selo de Indicação Geográfica

Uma ótima notícia para agroturismo capixaba. O Socol do Espírito Santo ganhou reconhecimento do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual da Indicação Geográfica. Isso significa que Socol passa a ser exclusividade dos produtores de Venda Nova de Imigrante. Sabe aquela história de que Champagne de verdade é aquela produzido na região de Champagne, na França? Pois então. Agora, produtores de Venda Nova do Imigrante, e somente eles, podem estampar a marca de procedência do produto.

A concessão foi publicada na Revista da Propriedade Industrial (RPI) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) nesta terça-feira (12). Agora, somente produtores de Venda Nova do Imigrante, podem estampar a marca de procedência no produto.

Conforme a publicação, a área compreendida pela indicação geográfica é composta por Alto Bananeiras, Bananeiras, Lavrinhas, Sede, Tapera, Alto Tapera, Santo Antônio da Serra e Providência. A delimitação da área ocorreu por serem esses o locais que, conforme esclarece o Inpi, concentram descendentes de italianos que historicamente fabricam e comercializam o produto. A conclusão do Instituto é baseada nos dados informados no pedido de registro.

O Socol é um embutido de porco legado pelos imigrantes italianos à culinária de Venda Nova. O original tinha outro nome ” ossocollo ” e era feito com a carne do pescoço do animal. Mas, nas cozinhas da cidade ele ganhou, além de um apelido, um novo ingrediente para se ajustar ao paladar do brasileiro: o lombo.

O que é a indicação geográfica?

A Indicação Geográfica (IG) é usada para identificar a origem de produtos ou serviços quando o local tenha se tornado conhecido ou quando determinada característica ou qualidade do produto ou serviço se deve a sua origem.

“Essa conquista foi suada e vai trazer muitos benefícios para os produtores da região”, diz tia Cacilda como é carinhosamente conhecida.

“Eu conversei com Tia Cacilda, como ela é carinhosamente conhecida, aprendeu a fazer o original Socol com a avó, que veio da Itália. Tudo começou com ela  há mais de 20 anos. Graças a Deus saiu esse reconhecimento. Nunca perdi a esperança apesar dos anos de espera. Essa conquista foi suada e vai trazer muitos benefícios para os produtores da região”, justificou a rainha do socol.