Sindicato denuncia que médica foi agredida durante atendimento na UPA de Carapina

O Sindicato dos Médicos denunciou que uma médica sofreu agressões físicas e ameaças na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo informações do sindicato o caso aconteceu na última quarta-feira (12).

Por volta das 21 horas, a médica avisou a gerência da UPA que já havia atendido 15 crianças e ainda faltavam 43 crianças para receber atendimento entre enfermaria e emergência, com mais de 3 horas de espera.

Não havendo mais cadeiras para os pacientes que continuavam chegando, as portas da unidade foram fechadas, levando a população presente à revolta. Por volta de meia noite, enquanto a médica atendia um paciente, a mãe de uma criança invadiu o corredor dos consultórios e transtornada, com a filha doente pelo braço, forçando as portas e xingando.

A mãe, desesperada, teria agredido a médica verbalmente, arrancando cartazes das paredes. A mãe estava desde às 18 horas na unidade, buscando o atendimento para a filha por mais de 6 horas corridas, segundo a médica.

A criança que aparentava ter entre 2 e 4 anos estava assustada e a médica chamou a polícia para garantir a segurança dos profissionais e dos pacientes presentes, já que segundo relatos, a segurança patrimonial se recusou a conter a paciente, alegando que o pai da criança estava do lado de fora do local, ”potencialmente armado e ameaçando os trabalhadores”.

Ainda segundo o sindicato dos médicos, dos três plantonistas que deveriam estar na UPA, na noite da última quarta-feira (19), apenas dois compareceram ao trabalho.

O Sindicato dos Médicos do Espírito Santo disse que protocolou diversos ofícios para o Secretário de Segurança Estado e para a Prefeitura da Serra, na busca pela inserção de guarda armada nas unidades de saúde deste e outros municípios. O botão do pânico para os profissionais da saúde também foi solicitado pelo Simes.

Direto da redação
Record News / Rede SIM
Com informações do Sindicato dos Médicos do ES