Segunda fase da Operação Lama Cirúrgica investiga nova empresa farmacêutica de Vitória

A segunda fase da Operação Lama Cirúrgica, que investiga a adulteração de produtos destinados a fins medicinais, foi deflagrada nesta quinta-feira (18) em Vitória. Na última quarta-feira, os empresários Gustavo Deriz Chagas e Marcos Roberto Khroling, além do enfermeiro Thiago Wain foram presos por adulterarem e revenderem instrumentos cirúrgicos, além de cometerem outros crimes. Nesta nova fase, a empresa Alfa Medical LTDA, com sede em Bairro de Lourdes, está sendo investigada por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, adulteração de produtos destinados a fins medicinais e estelionato.

Segundo o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), as investigações iniciaram em dezembro de 2017, quando o Núcleo obteve informações de que os sócios da Alfa estariam envolvidos em fraudes relacionadas a adulteração de etiquetas e produtos para a saúde. O reprocessamento desses materiais é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em uma entrevista realizada com o responsável da empresa, ele assumiu ter adulterado os produtos hospitalares no período de 2012 a 2016. Ele também assumiu comercializar tais objetos. O sócio da Alfa não foi preso porque colaborou com as investigações e assumiu as irregularidades. Contudo, ele teve o passaporte recolhido e está proibido de se ausentar do Estado sem prévia autorização judicial. Além disso, o homem terá que se afastar da empresa.

O Nuroc afirmou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar a quantidade de vezes que os produtos foram reprocessados e localizar as demais instituições que possam estar vinculadas ao esquema. Também participaram da operação a Vigilância Sanitária do Espírito Santo e a Vigilância Sanitária do Município de Vitória, além de agentes da Anvisa.

Direto da Redação, com informações do Nuroc