Professor finalista do ‘Nobel da Educação’ é investigado por suspeita de uso de diploma falso

A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) está abrindo sindicância de novos processos administrativos por suspeitas de apresentações de documentos falsos, diplomas e certificados de conclusão de curso de especialização, nos processos seletivos e concursos públicos realizados.

Somente neste início de ano, 29 processos já foram instaurados. Entre os investigados está o professor Wemerson Nogueira, finalista do Global Teacher Prize 2017 – onde se destacou como primeiro brasileiro e latino-americano a figurar entre os dez melhores professores do mundo – e recentemente condecorado Embaixador da Educação pelo Ministério da Educação.

Segundo a Sedu, a suspeita é de que o professor tenha usado um diploma inválido de licenciatura em Química pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).

Outros três professores tiveram nomes divulgados no Diário Oficial do Estado, nesta quinta-feira (11), sob suspeita de apresentação de diploma inválido de mestrado em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) apresentação de diploma inválido de mestrado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e apresentação de diploma inválido de mestrado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Os investigados terão o prazo de 10 dias para se explicar perante a Sedu.

Investigações

Os processos administrativos foram abertos após os documentos apresentados serem verificados com a faculdade de origem e se a mesma é credenciada pelo Ministério da Educação (MEC). O processo é encaminhado para a corregedoria da Sedu que intima o servidor, e dá a oportunidade dele demostrar que o documento apresentado é verdadeiro. Dependendo do caso, existe a apuração da real intenção de ter usado o documento.

De acordo com a Sedu, após encerramento do processo, nos casos constatados em que houve apresentação indevida de documentos, os servidores são penalizados com ações como: rescisão de contratos, incompatibilização de reingressar, e do ressarcimento ao Estado dos valores recebidos indevidamente. Além disso, o processo também é enviado para o Ministério Público Estadual e Polícia Civil para investigação.

Direto da Redação
Record News ES / Rede SIM