Polícia Federal realiza operação contra a fabricação de dinheiro falso no ES

A Polícia Federal no Espírito Santo deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3) a Operação Pecúnia, com objetivo de combater a fabricação e a inserção de moeda falsa no mercado capixaba.

A operação contou com a participação de 50 Policiais Federais, sendo realizado o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados.

De acordo com a polícia, os suspeitos realizavam a produção e o comércio ilegal de dinheiro falso pela internet, principalmente nas redes sociais. De posse das cédulas falsas, eles utilizam os valores em shopping, bares e casas noturnas de grande circulação, diminuindo a probabilidade de percepção da falsidade.

Outra forma frequente de repasse das notas falsas é mediante a compra, em espécie, de celulares negociados nos sites OLX e Mercado Livre.

A Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão na região metropolitana de Vitória, na manhã desta quarta-feira (3).

De acordo com investigações da PF, o dinheiro vendido no Espírito Santo chegava de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Apesar disso, a polícia apreendeu na casa de um dos investigados, equipamentos e arquivos necessários para a fabricação de notas falsas.

O delegado Vitor Moraes Soares afirmou que no Espírito Santo não existem quadrilhas especializadas na fabricação das notas, mas pessoas que agem de forma isolada.

A estimativa da Polícia Federal é de que, em 2016, cerca de R$ 100 mil em notas falsas circularam em todo o estado.

Se ficar comprovado o envolvimento dessas pessoas com a comercialização de dinheiro ilegal, os investigados podem responder pelo crime de moeda falsa, situação em que alguém falsifica, fabrica ou altera dinheiro. O mesmo vale para quem compra e repassa as notas.

O crime, previsto no Artigo 2869 do Código Penal, tem pena que poderá chegar a 12 anos de reclusão.

Art. 289 – Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro:

Pena – reclusão, de três a doze anos, e multa.

§ 1º – Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa.

Sobre o caso, a OLX esclarece que a atividade da empresa consiste na disponibilização de espaço para que usuários possam anunciar e encontrar produtos e serviços de forma rápida e simples. O site reitera que este tipo de conduta viola os Termos e Condições de Uso.

A OLX também informou que disponibiliza um botão de denúncia em todos os seus anúncios, possibilitando que qualquer pessoa denuncie eventuais práticas irregulares ou conteúdos indevidos. Nestes casos, a empresa consegue deletar o anúncio e banir o usuário da plataforma. “A OLX reitera, ainda, que está sempre à disposição das autoridades para colaborar nas investigações”.

Direto da Redação, com informações de Luiz Zardini
Record News ES / Rede SIM