“Os caminhão vai pará o Brasil” | Blog Sustentabilidade e Gestão

É muito relevante a quantidade de pessoas que torturam cotidiana e continuamente a língua portuguesa, cometendo os mais primários erros, com destaque para os de concordância. E isso acontece democraticamente, independente de idade, classe social, nível e formação acadêmica.

O problema é velho, atende por E-D-U-C-A-Ç-Ã-O. Parece que falar do problema da educação brasileira seja “chover no molhado”, mas, confesso: deixar de falar dá uma ideia de omissão, de conformismo. Sem educação não existe sustentabilidade, não existe desenvolvimento, não existe ordem e nem progresso.

A falta de uma educação de qualidade prejudica a capacidade de se avaliar, de compreender o mundo que nos rodeia. Não é à toa que tem muita gente achando que um golpe militar é a solução para o Brasil, enquanto outra significativa parte de nossa população acredita que Maduro ajudou a diminuir a pobreza na Venezuela e que Cuba é uma democracia.

Humildemente, acredito que o problema da educação brasileira deriva da megalomania que nos atinge (e vitima) como povo. É conteúdo demais para aprendizado de menos. Crianças e jovens são massacrados com uma quantidade enorme de matérias e poucos exercícios. Soma-se a isso a péssima situação dos professores: despreparados e mal pagos (ou mal pagos e despreparados). Enquanto em países verdadeiramente desenvolvidos ser professor é um privilégio, no Brasil é um castigo.

O professor tem um poder de transformação que poucos profissionais possuem. Conheço gente que ama português porque teve um(a) professor(a) que soube ensinar; enquanto outros odeiam matemática pelo resto da vida porque um(a) professor(a) do passado preferia dar nota baixa do que ensinar direito. Nunca ouviu falar disso?

Esse exemplo apreendido nos bancos de escola – de muito conteúdo e pouco aprendizado – é levado para as empresas brasileiras na forma de muitos projetos e poucas soluções. Abrem-se inúmeras frentes de trabalho, criam-se mais projetos do que seria necessário ou prudente. Tudo acaba sendo não feito ou feito de qualquer maneira. O resultado não é bom e temos um grande número de trabalhadores estressados e infelizes com o que fazem.

“Os caminhão pode pará o Brasil”, mas a Educação pode muito mais – pode salvar o Brasil.