Justiça nega pedido e Itiberê permanece em regime fechado

A juíza Cristiania Lavínia Mayer, negou a progressão de regime de Marcos Itiberê Rodrigues de Castro Caiado. Marcos foi condenado a 51 anos de prisão e cumpre pena em regime fechado desde o ano de 2000, pela prática de homicídios e ocultação de cadáveres.

Em 2000, Itiberê confessou ter matados os próprios filhos de 7 e 9 anos, com tiros na cabeça, em Vila Velha. Os corpos foram cobertos com colchões, colocados em um armário e depois ocultados com concreto pelo assassino. Onze dias depois o pai de Marcos encontrou os corpos.

Segundo o processo, em agosto de 2011, Itiberê fugiu do Instituto de Readaptação Social, nadando pela baía de Vitória, e se escondeu na ilha por dois dias, até que foi novamente preso.

Progressão de regime

Como o condenado atingiu o tempo de cumprimento de pena necessário para que a justiça analise a progressão de regime, o Ministério Público Estadual (MPES) solicitou um exame criminológico, que após receber o resultado, decidiu manter Marcos em regime fechado.

Para a concessão da progressão de regime, o preso precisa cumprir o tempo necessário da pena e ter bom comportamento carcerário comprovado pelo diretor do estabelecimento prisional. O exame criminológico concluiu que o assassino não apresenta condições pessoais suficientes para o avanço prisional.

De acordo com os laudos, Marcos possui personalidade imatura, sentimento de instabilidade, certo nível de impulsividade, frieza e indiferença pela vida alheia. Ele ainda possui insegurança, descontrole emocional, exerce influência e liderança negativa perante a população carcerária, agindo de forma articuladora para atender seus interesses pessoais.

Com informações TJ/ES