Guia da Copa América Centenário 2016

Entre os dias 3 e 26 de junho, as atenções estarão voltadas para os gramados dos Estados Unidos, onde serão disputadas as partidas da Copa América Centenário. Divididas em quatro chaves de quatro equipes, 16 seleções irão brigar pelo título continental em algumas das cidades mais famosas do país, como Boston, Chicago, Los Angeles, Nova York, San Francisco e Orlando. No Grupo A, Estados Unidos, Colômbia, Costa Rica e Paraguai concorrem a duas vagas nas oitavas de final. Conheça os pontos fortes e fracos de cada seleção.

GRUPO A: ESTADOS UNIDOS, COLÔMBIA, COSTA RICA E PARAGUAI

ESTADOS UNIDOS
Anfitriões, os Estados Unidos contarão com uma força extra na Copa América Centenário. Na última Copa do Mundo, os americanos –maior torcida estrangeira presente no Brasil– mostraram que a paixão pelo futebol cresce cada vez mais no país, e, certamente, o apoio das arquibancadas fará a diferença a favor dos donos da casa. Dentro das quatro linhas, uma equipe muito bem treinada pelo técnico alemão Jurgen Klinsmann, que, apesar de não dispor de grandes talentos individuais, conseguiu montar um conjunto coeso, com um meio-campo compacto e eficiente.

Se o jogo coletivo se destaca na seleção de Klinsmann, a escassez de jogadores acima da média é o ponto fraco do time. Em muitas situações, os americanos ficam na dependência das boas jogadas de Dempsey (atacante) e Bradley (meio-campista), os atletas mais técnicos da equipe. Sem eles, o poder de decisão dos EUA cai significativamente.
COLÔMBIA
Após uma boa Copa do Mundo, quando caiu nas quartas de final ao perder de 2 a 1 para o Brasil, a Colômbia chega como uma das candidatas ao título da Copa América Centenário. Encabeçado por James Rodríguez (Real Madrid) –que atua mais centralizado, cadenciando o jogo– e Cuadrado (Juventus) –perigoso pelas pontas–, o time dirigido por José Pékerman se destaca pela velocidade e pela posse de bola.

Por outro lado, a defesa é o ponto de atenção da seleção colombiana. Durante as seis primeiras rodadas das eliminatórias, a equipe sofreu oito gols. A lateral esquerda ainda procura um substituto para Pablo Armero, que sofreu com sucessivas lesões no ano passado e não entrou na lista de Pékerman. Em boa fase no Atlético Nacional, semifinalista da Libertadores, Farid Días tem grandes chances de assumir a posição.
COSTA RICA
A Costa Rica foi a boa surpresa da última Copa do Mundo. Azarões do chamado grupo da morte, que contava com Itália, Inglaterra e Uruguai, os costarriquenhos se classificaram em primeiro lugar da chave e, pela primeira vez na história, levaram o país às quartas de final. Liderada por Keylor Navas, goleiro titular do Real Madrid e campeão da última Champions League, a defesa é o setor mais consistente da Costa Rica –no Mundial de 2014, foram apenas dois gols sofridos em cinco partidas. O bom retrospecto continua nas eliminatórias: em quatro confrontos, a zaga foi vazada somente duas vezes. O problema é que Navas se contundiu e foi cortado.

Como contraponto da eficiência defensiva, o ataque é o ponto frágil da seleção dirigida por Oscar Ramírez. Mesmo com a presença de bons jogadores, como Joel Campbell (Arsenal) e Bryan Ruiz (Sporting), a Costa Rica sempre enfrenta dificuldades para encontrar o caminho do gol. Nas eliminatórias da Copa-2018, por exemplo, os costarriquenhos balançaram as redes apenas sete vezes em quatro jogos, diante dos fracos adversários Panamá, Jamaica e Haiti.
PARAGUAI
Após ficar fora da Copa-2014, o Paraguai conseguiu chegar à semifinal da Copa América do ano passado, com um time caracterizado pela forte marcação. E essa deve continuar sendo a tônica da seleção comandada por Ramon Díaz para a edição centenária do torneio continental. A experiência do goleiro Justo Villar (38 anos), do zagueiro Paulo da Silva (36), do volante Néstor Ortigoza (31) e dos atacantes Nelson Valdez (32) e Roque Santa Cruz (34) também podem ser um diferencial à equipe.

O excesso de “bagagem”, porém, corre o risco de pesar contra a seleção paraguaia diante de adversários mais jovens e velozes. Além disso, faltam no elenco talentos capazes de desequilibrar uma partida.

GRUPO B: BRASIL, EQUADOR, HAITI E PERU
BRASIL
Os talentos individuais ainda são o ponto forte da seleção brasileira. Muitos dos convocados de Dunga atuam em potências do futebol mundial e podem decidir a partida numa bola parada, em um contra-ataque fulminante ou em uma defesa espetacular. Nomes como Willian (Chelsea), Daniel Alves (Barcelona), Gabriel (Santos), Marquinhos (PSG) e Alison (Roma) estão na lista da Copa América Centenário.

Mas, se sobram talentos individuais, por outro lado, o Brasil ainda não encontrou o conjunto ideal. Sempre sob desconfiança, Dunga –que teve pouca experiência como treinador–, estuda o melhor esquema tático e quebra a cabeça para encaixar as peças disponíveis dentro do time. Além disso, o ataque canarinho deve perder força sem Neymar, Douglas Costa e Ricardo Oliveira –os dois últimos cortados devido a lesões. Por fim, vale lembrar que, desde o fiasco do 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, a seleção brasileira pena para resgatar sua credibilidade, sua autoestima e sua autoconfiança.
EQUADOR
Maior surpresa das eliminatórias da Copa-2018, o Equador pode ser a pedra no sapato de quem cruzar seu caminho. O poder de fogo no ataque, liderado por Enner Valencia (West Ham), Miller Bolaños (Grêmio) e Antonio Valencia (Manchester United), meia que também atua como lateral direito, já provou fazer estrago: 12 gols marcados em seis partidas das qualificatórias sul-americanas –o melhor desempenho ao lado do líder Uruguai e do Chile. A defesa bem postada também é um dos trunfos da seleção comandada por Gustavo Quinteros.

Forte aliado das partidas disputadas em casa, o quesito altitude não irá ajudar o Equador durante a Copa América, que acontecerá nos Estados Unidos. O Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, onde a seleção equatoriana costuma mandar seus jogos, está localizado a 2.850 m de altitude, o que sempre dificulta a vida dos adversários. Em termos táticos, o ponto frágil do time de Quinteros é a marcação nas laterais do campo.
HAITI
Motivação, orgulho, superação, união. Essas provavelmente serão as principais armas do Haiti na Copa América Centenário. Ainda em estágio amador, o futebol no país carece de infraestrutura, de qualidade técnica, tática, física –e isso, logicamente, reflete na seleção. Em contrapartida, um povo que encontrou forças para se reerguer do terremoto devastador de 2010 sempre pode ir mais longe do que o esperado.

Dentro de campo, a maior dificuldade da equipe deve ser o baixo poderio ofensivo. Nos últimos quatro jogos pelas eliminatórias da Copa-2018, os haitianos não marcaram nenhum gol.
PERU
O Peru não é grande candidato ao título, mas sempre pode superar as expectativas –nas últimas duas edições da Copa América, terminou em terceiro lugar. Comandados pelo técnico argentino Ricardo Gareca, os peruanos têm como cartão de visitas o ataque, liderado por Paolo Guerrero. O camisa 9, atualmente no Flamengo, ainda é o principal jogador da equipe e, apesar da má fase, dispõe de todas as condições para resolver uma partida.

Se o setor ofensivo vai bem, não se pode dizer o mesmo da defesa. Desorganizada e sem padrão, é o ponto fraco da seleção peruana, que sofreu 12 gols em seis jogos pelas eliminatórias sul-americanas. O time também corre o risco de sentir a ausência de atletas experientes como Pizarro, Farfán e Vargas –todos excluídos da convocação de Gareca.

GRUPO C – URUGUAI, MÉXICO, VENEZUELA E JAMAICA

GRUPO D – ARGENTINA, CHILE, BOLÍVIA E PANAMÁ

Fonte: Yahoo Esportes