Comércio e escolas voltam a abrir no Bairro da Penha após ataques

O comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Márcio Sartório, conversou com a imprensa na manhã desta quinta-feira (27) sobre o trabalho da polícia no Bairro da Penha e nas regiões próximas.

Ao todo, seis bairros de Vitória tiveram policiamento reforçado após a morte de um jovem durante um confronto com a Polícia Militar na terça-fera (26). A morte do rapaz gerou protestos e uma onda de ataques a patrimônios e lojas da região.

Segundo a polícia, a situação no Bairro da Penha, Consolação, Gurigica, São Benedito, Bonfim e Itararé está voltando ao normal. Nesta quinta-feira (27) as escolas voltaram a ter aulas e o comércio funciona normalmente.

O tenente-coronel Márcio Sartório destacou que a morte do jovem Wederson de Souza Pereira foi um caso isolado. De acordo com os dados divulgados este foi o único homicídio registrado no Bairro da Penha entre Janeiro e Setembro deste mês.

A polícia disse que está aberta ao diálogo e disponível para resgatar a boa convivência com a comunidade.

Morte de adolescente

Segundo os moradores, o jovem Wederson de Souza Pereira foi morto por um tiro disparado por um policial militar. Pessoas da comunidade disseram que o rapaz de 16 anos não tinha envolvimento com o crime. Porém, segundo a polícia, Wederson foi flagrado traficando drogas com um parceiro. Ao serem abordados, Wederson entrou em luta corporal com o militar e tentou tomar a arma do policial. O parceiro do jovem fugiu e, de acordo com a polícia, para se defender da reação do adolescente, o militar disparou contra ele. O tiro atingiu o abdômem do rapaz. Ele chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo no hospital.

Protesto e quebradeira

Tudo começou com uma manifestação pela morte Wederson. Criminosos se aproveitaram da manifestação de moradores para espalhar o terror na avenida Leitão da Silva e na região ao redor. Um carro foi incendiado, lojas e postos de saúde foram fechados e as aulas nas escolas foram suspensas.

Automóveis, comércios e até mesmo equipes de jornalismo foram alvos durante o protesto.

No meio da confusão, um carro dos correios também acabou sendo alvo de roubo. Malotes do Tribunal de Justiça do Espírito Santo foram levados por bandidos.

Durante a tarde, cerca de 40 pessoas interditaram a Avenida Marechal Campos e um grupo tentou colocar fogo num carro de uma mulher que passava pelo local.

Direto da Redação
Record News Espírito Santo / Rede SIM Sat